Derbiana – Psittacula derbiana

Derbiana – Psittacula derbiana

Psittacula derbiana
(Fraser 1852)

Inglês: Malabar Derbyan Parakeet
Português: Derbiana

Distribuição: Nordeste de Assam, sudeste do Tibet e sudoeste da China nas províncias de Swechwan e Yunnan.

Descrição: Sua plumagem em geral é verde, a nuca, as costas e as asas são verdes escuras, sendo que no meio das asas o verde é mais claro e amarelado, possui uma faixa preta que vai do canto interno de um olho ao outro, passando pela região das narinas e da testa, a parte mais baixa das bochechas é preta, a cabeça, o peito, o abdômen, debaixo das asas e parte das coxas são azuis violeta, as penas medianas do rabo são azuis com a base verde, as laterais são verdes com bordo azul, à parte de cima do bico é vermelha com a ponta amarelada e a de baixo preta, sua íris é amarela clara e os pés são cinzas.

Comprimento: 50 cm.

Mutação ou modificação

Hábitat: Florestas de montanha entre 1.250 m e 4.000 m, ocasionalmente são vistos em áreas cultivadas.

Status: A situação exata é desconhecida.

Hábitos: Andam normalmente em bandos de até 50 pássaros fora da estação de reprodução, costumam frequentar áreas próximas a assentamentos, fazem migrações anuais entre alturas e tem um excelente vôo.

Características: Este periquito asiático de elegantes proporções e maravilhosas cores faz parte da família das psittaculas. São distinguidas pelo seu tronco azul-lilás que é único nesta espécie. De porte e postura magníficas, bem como a morfologia do crânio dá-lhe um aspecto majestoso, não são muito barulhentos, gostam de passar bastante tempo no chão dos viveiros, depois de aclimatados são muito resistentes. São os maiores desta família e com certeza os de maior poder de destruição, seus bicos, verdadeiros alicates, cortam arames com a mesma facilidade que uma torquês. Logo, aconselha-se que as telas dos viveiros sejam bem mais fortes que as normais e tudo que for colocado dentro do recinto que habitam deverão obrigatoriamente ser reforçados, poleiros e ninho serão destruídos em poucas horas se não forem de madeira bem dura.

Dimorfismo: As fêmeas diferem dos machos por terem a parte de cima do bico preta.

Dieta natural: Sementes, frutas, flores, bagas, pequenas nozes, néctar, pólen e brotos de folhas. Ocasionalmente se alimentam em jardins e campos.

Alimentação: Basicamente sementes (alpiste, girassol e aveia em pequenas quantidades, milho alvo de diversos tipos, etc…), porém é importante para uma alimentação balanceada que também comam verduras, legumes e frutas (maçã, kiwi, laranja, manga, pêra, figos, etc…), a maçã em especial é de suma importância para a lubrificação do trato intestinal, gostam muito de repolho, jiló e milho verde.

Período de reprodução: De agosto a janeiro, sendo setembro o mês principal.

Reprodução: É frequentemente alcançada. São sensíveis a perturbação e a inspeção do ninho. É essencial um acasalamento harmonioso e interessante manter apenas um casal por viveiro para se obter melhores resultados na reprodução. Alguns casais totalmente inexperientes poderão matar o seu primeiro filhote logo após a eclosão, ou não saberem alimentá-lo. Dê-lhes uma segunda chance, pois precisam de uma oportunidade para aprender. Só a fêmea choca, deixa o ninho apenas para se alimentar ou ser alimentada pelo macho em breves períodos na manhã e ao entardecer. Importante variar bastante a alimentação para que os filhotes tenham um bom crescimento.

Amadurecimento sexual: 03 anos.

Idade reprodutiva: Acredita-se que possa viver em cativeiro, com os devidos cuidados entre 20 e 30 anos e que consiga reproduzir até os 15 anos ou mais.

Quantidade de ovos: Postura de 03 a 04 ovos, podem estar infecundos ou os filhotes morrerem dentro do ovo, podem fazer até duas posturas por ano. Ovo mede 36.1 x 27.7 mm.

Ninhos: Aceitam muitos tipos de ninhos e em várias posições. Na natureza fazem seus ninhos em buracos de árvores e os forram com minúsculos pedaços de madeira. Troncos de árvores ocas, caixas de madeira são os mais utilizados em cativeiro. De um modo geral usa-se ninhos verticais. Se o fundo do ninho ficar muito úmido é quase certo os pais começarem a arrancar penas dos filhotes, devendo-se, portanto mantê-lo bem seco. Pode-se forrá-lo com serragem ou areia, sendo a areia mais fácil de se trabalhar. O abandono do ninho pelos pais é menos comum quando já existem crias, mas se a fêmea não está acostumada à inspeção do ninho, pode entrar em pânico e bicar os filhotes.

Tempo de incubação: 25 a 26 dias.

Temperatura de incubação: 37,5º C.

Umidade: 45 a 50%.

Filhotes: Os filhotes se assemelham às fêmeas, mas a íris é escura, a plumagem do abdômen é ligeiramente mais clara, à parte de cima da cabeça esverdeada, o bico é rosa avermelhado, ficando depois de 03 a 04 meses preto e no macho após mais 08 a 09 meses volta a ficar vermelho. A plumagem de adulto só é atingida aos 02 anos. Se ficar muito frio não terá força para levantar a cabeça e consequentemente não conseguirá se alimentar e mesmo que a mãe tente aquecê-lo ele morrerá. Logo, é interessante que em lugares de clima frio se use serragem como forro para o ninho enquanto que para lugares de clima quente use-se areia. Saem do ninho após 07 semanas e depois levam um bom tempo ainda sendo alimentados pelos pais. Não é um bom “pet”, mas para que fique relativamente manso, é preciso retirá-lo do ninho com 15 a 20 dias e tratá-lo na mão. Se destinados à reprodução é interessante que sejam apresentados a outros jovens da mesma espécie, pois se forem isolados por muito tempo do contato com sua própria espécie, podem simplesmente não reconhecê-los como par. O pássaro criado em cativeiro, de preferência manso, reproduz mais rápido do que o selvagem.

Viveiros: Assegure temperatura constante (quente) e que o mesmo seja bastante claro. Não existe um tamanho padrão de viveiro, mas para que voem bem e possam gastar suas energias o mínimo é de 1 x 1,2 x 2m, porém podem também ser criados em gaiolas. Os poleiros devem ser grossos para poderem ser desgastados. Importante saber que os viveiros deverão ter tela galvanizada e fios arredondados para evitar que destruam as penas e 40 a 50% de área coberta, para proteger os ninhos e as aves, do frio, do sol e da chuva. Além disso, os viveiros devem estar em locais onde estejam protegidos de ventos frios por paredes, cercas vivas, quebra ventos e de forma a receber o sol da manhã.

Tamanho da anilha: 08 mm.

Fezes: Pastosas. Líquidas ou brancas pode significar algum tipo de doença.



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