Cornutus – Eunymphicus c. cornutus

Cornutus – Eunymphicus c. cornutus

Eunymphicus c. cornutus
(Gmelin 1788)

Inglês: Horned Parakeet
Português: Cornutus

Distribuição: Nova Caledônia.

Descrição: Sua plumagem em geral é verde, o peito, o abdômen, a parte mais baixa das costas e a região coberta pelo rabo são verdes amarelados, as penas que cobrem os ouvidos e a nuca são amarelas, a testa e a parte de cima da cabeça são vermelhas, a região das narinas e as bochechas são pretas, possui uma crista formada por duas penas pretas com as pontas vermelhas, a parte externa das penas primárias são azuis violeta, a íris é laranja avermelhada, os pés são cinzas escuros, o bico é cinza azulado ligeiramente claro com a ponta enegrecida.

Comprimento: 32 cm.

Sub-espécies



Eunymphicus c. uvaeensis

Eunymphicus c. uvaeensis
(Layard and Layard 1882)

Inglês: Ouvean Parakeet
Português: Cornutus

Distribuição: Ouvea e ilhas Loyalty.

Descrição: Semelhante ao cornutus, mas as penas que cobrem os ouvidos e a nuca são verdes, só o centro da testa é vermelho, a área facial é preta esverdeada, a crista consiste de seis penas verdes.

Comprimento: 32 cm.

Hábitat: Florestas, particularmente as áreas mais úmidas.

Status: Era numeroso no século passado, mas hoje é raro, uvaeensis está em perigo de extinção por causa do desmatamento A tentativa de reintrodução na ilha de Lifou falhou porque os pássaros voaram de volta para Ouvea.

Hábitos: Andam em pares ou pequenos grupos de família fora da época reprodutiva. São tímidos e difíceis de observar. São visualizados normalmente quando estão voando em cima das copas das árvores. Agrupamentos maiores ocasionais de até 10 pássaros podem ser vistos em árvores frutíferas. O interessante desta espécie é que cada grupo parece ter um líder. Se o grupo se assustar, voam uns 30 m antes de pousar nos topos de árvores altas. Seu vôo é bem silencioso, quase sem barulho, rápido e ligeiramente ondulante. Produzem um som semelhante a uma risada quando empoleirado ou quando estão se alimentando. Seu chamado de alarme é uma série de gritos agudos e estridentes.

Características: O Cornutus é um psitacídeo diferente dos demais por causa formato de suas penas na cabeça, que o torna junto com o contraste de suas cores verde, azul, vermelho, amarelo e preto uma ave interessante e bela. Existem 02 subespécies. Aves extremamente alegres que dão vida a qualquer viveiro, costumam imitar determinados sons e músicas. Bastante barulhentos, principalmente no começo da manhã e no fim da tarde. Não suportam vento, nem muito frio e adoram tomar banho. São tolerantes a outros pássaros, suscetíveis a infecções intestinais e é comum a morte súbita sem uma causa certa, porém depois de aclimatados são fortes. Ao importarmos um psitacídeo australiano de um país europeu, essas aves sairão do local onde nasceram que é relativamente frio (aprox. 20º C) e seco (aprox. 18%), e irão entrar em contato com germes de um ambiente quente (aprox. 27º/ 28º C), e úmido (aprox. 70%), em apenas 01 ou 02 dias de viagem. Isso somado ao estresse do transporte, desde o criadouro da Europa até o importador no Brasil, fará com que fiquem debilitadas e com baixa imunidade. Psitacídeos australianos tão populares na Europa, aqui se tornam frágeis e susceptíveis a doenças infecciosas.


Rapidamente se acostumam com novos tratadores. Não são destruidoras. São animais que se adaptam muito bem ao convívio com seres humanos. Em cativeiro temos que ter o cuidado, e isto se aplicam a todas as espécies de psitacídeos, para que eles sejam os mais felizes possíveis. Uma ave que está muito tempo sozinha e fechada em casa, que está perto de ruídos estranhos ou em condições (gaiola, alimentação e distrações) pobres, não é uma ave feliz. Papagaios são aves muito sociáveis que precisam da companhia de outras aves ou de pessoas; como todos os seres vivos, querem atenção e as melhores condições, sem essas se tornam tristes e podem entrar em stress, chegando mesmo a arrancar as próprias penas e até as próprias unhas, casos que depois são muito difíceis de corrigir.

A condição mais importante para quem compra, seja uma ave de companhia ou para criação, é saber a história da ave. Deve-se sempre comprar aves criadas em cativeiro, tentando assim contribuir para a não extinção da mesma, além de também facilitar a nossa relação com elas. Quando criadas em criatórios, estão acostumadas à presença de seres humanos e dificilmente sofrem stress ou contraem doenças, estando aclimatadas às condições de cativeiro.


Quando se tem um casal não é muito difícil que se consigam filhotes. Se quiser fazer uma criação, leva-se em conta que um casal reprodutor não é só um macho e uma fêmea, e sim, um macho e uma fêmea compatíveis. Como nos humanos, por vezes um não gosta do outro. Se tiver a certeza que é um macho e uma fêmea, que são adultos (mais de 03 anos) e que não reproduzem, algo está errado, pode ser que não sejam um par compatível. Procure encontrar o possível problema e, se chegar à conclusão da incompatibilidade, troque uma das aves.

Dimorfismo: Os machos são bem maiores em largura, peso e comprimento que as fêmeas, o bico do macho também é maior e mais largo, mas o ideal é o exame de DNA.

Dieta natural: Principalmente frutas (uva, mamão, maçã etc.) e semente, mas também comem brotos e flores.

Alimentação: Basicamente sementes (alpiste, girassol e aveia em pequenas quantidades, milho alvo de diversos tipos e etc.), porém é importante para uma alimentação balanceada que também comam verduras, legumes e frutas como: maçã, uva, figo, pêssego (a maçã em especial é de suma importância para a lubrificação do trato intestinal), gostam muito de milho verde e amendoim. Suplementos minerais regulares.

Período de reprodução: De agosto a janeiro, sendo setembro o mês principal.

Reprodução: É frequentemente alcançado, mesmo havendo poucos indivíduos em cativeiro. Deve ser mantido apenas um casal por viveiro, embora possam ser criados em colônia. Frequentemente ficam agressivos com os tratadores durante a criação. Alguns casais totalmente inexperientes poderão matar o seu primeiro filhote logo após a eclosão, ou não saberem alimentá-lo. Dê-lhes uma segunda chance, pois precisam de uma oportunidade para aprender. Só a fêmea choca, deixa o ninho apenas para se alimentar ou ser alimentada pelo macho em breves períodos na manhã e ao entardecer. Importante variar bastante a alimentação para que os filhotes tenham um bom crescimento.

Amadurecimento sexual: 02 anos.

Idade reprodutiva: Acredita-se que possa viver em cativeiro, com os devidos cuidados entre 20 e 30 anos e que consiga reproduzir até os 15 anos ou mais.

Quantidade de ovos: Postura de 02 a 04 ovos (normalmente 03), ocasionalmente podem estar infecundos ou os filhotes morrerem dentro do ovo, podem fazer até duas posturas por ano. Ovo mede 26.4 x 21.7 mm.

Ninhos: Na natureza fazem seus ninhos em buracos nas árvores (buracos de pica-pau), particularmente nas árvores da espécie Metrosideros demonstrans, montículos de térmita e excepcionalmente em fendas de precipícios. Aceitam muitos tipos de ninhos e em várias posições em cativeiro, mas coloque-o em um canto escuro, pois é de suma importância. Troncos de árvores ocas, caixas de madeira são os mais utilizados. De um modo geral usa-se ninhos verticais. Se o fundo do ninho ficar muito úmido é quase certo os pais começarem a arrancar penas dos filhotes, devendo-se, portanto mantê-lo bem seco. Pode-se forrá-lo com serragem ou areia, sendo a areia mais fácil de se trabalhar. O abandono do ninho pelos pais é menos comum quando já existem crias, mas se a fêmea não está acostumada à inspeção do ninho, pode entrar em pânico e bicar os filhotes.

Tempo de incubação: 20 dias.

Temperatura de incubação: 37,5º C.

Umidade: 45 a 50%.

Filhotes: Os filhotes de cornutus são semelhantes aos adultos, mas com plumagem mais fosca, o bico mais claro e a íris é escura. Os filhotes de uvaeensis são semelhantes aos adultos, mas com as penas da crista mais curtas, o preto das bochechas intercalado com verde, o bico mais claro e a íris é marrom. Embora façam postura de até 04 ovos, normalmente só conseguem criar 02 filhotes. Se ficar muito frio não terá força para levantar a cabeça e consequentemente não conseguirá se alimentar e mesmo que a mãe tente aquecê-lo ele morrerá. Logo, é interessante que em lugares de clima frio se use serragem como forro para o ninho enquanto que para lugares de clima quente use-se areia. Saem do ninho após 09 a 10 semanas e depois levam um bom tempo ainda sendo alimentados pelos pais. Para que fique manso (pet), é preciso retirá-lo do ninho com 15 a 20 dias e tratá-lo na mão. Se destinados à reprodução é interessante que sejam apresentados a outros jovens da mesma espécie, pois se forem isolados por muito tempo do contato com sua própria espécie, podem simplesmente não reconhecê-los como par. O pássaro criado em cativeiro, de preferência manso, reproduz mais rápido do que o selvagem.

Viveiros: Não existe um tamanho padrão de viveiro, mas para que voem bem e possam gastar suas energias o mínimo é de 1 x 1,2 x 2 m, porém podem também ser criados em gaiolas. Os poleiros devem ser grossos para desgaste. Importante saber que os viveiros deverão ter tela galvanizada e fios arredondados para evitar que destruam as penas e 40 a 50% de área coberta, para proteger os ninhos e as aves, do frio, do sol e da chuva. Além disso, os viveiros devem estar em locais onde estejam protegidos de ventos frios por paredes, cercas vivas, quebra ventos e de forma a receber o sol da manhã.

Tamanho da anilha: 06 mm.

Fezes: Pastosas. Líquidas ou brancas pode significar algum tipo de doença.



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