Psittacula echo – Psittacula echo

Psittacula echo – Psittacula echo

Psittacula echo
(Newton and Newton 1876)

Inglês: Mauritius Parakeet, Echo Parakeet
Português: Psittacula echo

Distribuição: Mauritius, existe uma possibilidade de que antigamente também pudesse ser encontrado em Réunion.

Descrição: Sua plumagem em geral é verde, da parte de trás da cabeça até a área das bochechas tem um azul entremeado ao verde, possui uma faixa larga preta que sai da base do bico passando pelo pescoço indo à direção da nuca, onde se estreita, possui uma outra faixa só que pequena, que vai do canto interno de um olho ao outro, tem um colarinho cor-de-rosa na nuca, o abdômen e debaixo da asa é verde ligeiramente mais vivo, à parte de cima do rabo é verde, lado inferior é amarelo fosco, a parte superior do bico é vermelha e a debaixo é preta, sua íris é amarela e os pés são cinzas.

Comprimento: 42 cm.

Fêmea

Hábitat: Hoje está restrito a Macchab‚ floresta do Rio Black George no sudoeste de Mauritius a mais de 500 m. Antigamente era encontrado em todas as partes arborizadas da ilha.

Status: Está em perigo extremo de extinção. Sua população em 1991 era de 15 a 20 pássaros dos quais só três eram fêmeas. Várias foram as causas deste risco, os desmatamentos de florestas virgens, plantas que foram introduzidas e animais como: porcos, cervos, macacos, ratos, pássaros (Mynahs e Ringnecks) que destroem seu hábitat ou competem pela comida.

Hábitos: É encontrado isoladamente, em pares ou grupos pequenos, nunca desce ao chão, aceita uma aproximação de até 3 m, voa vários quilômetros à procura de comida, descansa ao meio-dia e ajeita as penas, neste momento ocasionalmente se agrupa em árvores altas, antes do crepúsculo eles voam em círculos em grupo, então se tornam barulhentos e inseguros, empoleiram à noite em árvores com folhagens densas ou ocasionalmente em buracos de árvores.

Características: Este periquito asiático de elegantes proporções faz parte da família das psittaculas. Embora seu comportamento seja bem parecido com a da Psittacula krameri, são muito mais sensíveis. Todos os pássaros que se tentaram criar em cativeiro morreram depois de 01 a 02 anos. Os casais costumam se fixar em um território e algumas pequenas disputas entre casais acontecem quando se encontram. Sua exibição de namoro também é parecida com a da Psittacula krameri. Ambos chocam, mas os machos ficam muito pouco tempo. Ele a alimenta durante o choco e mesmo após o nascimento dos filhotes por pelo menos 01 semana ele ainda continua alimentando sozinho tanto a fêmea quanto os filhotes, só então é que a fêmea o ajuda na alimentação dos rebentos.

Dimorfismo: As fêmeas são semelhantes aos machos, mas não possuem a faixa preta no pescoço e nem faixa rosa na nuca, também não possuem a cor azul atrás da cabeça, as penas medianas do rabo tem um leve azul e o bico é inteiramente preto.

Dieta natural: Sementes, frutas (93% de sua alimentação de janeiro a agosto), flores, bagas, néctar, brotos de folhas, casca de árvores e seiva.

Alimentação: Basicamente sementes (alpiste, girassol e aveia em pequenas quantidades, milho alvo de diversos tipos, etc…), porém é importante para uma alimentação balanceada que também comam verduras, legumes e frutas (maçã, kiwi, laranja, manga, pêra, figos, etc…), a maçã em especial é de suma importância para a lubrificação do trato intestinal, gostam muito de repolho, jiló e milho verde.

Período de reprodução: De agosto a janeiro, sendo setembro o mês principal.

Reprodução: Não se tem nenhuma notícia de sucesso em cativeiro.

Amadurecimento sexual: 03 anos.

Idade reprodutiva: Acredita-se que possa viver em cativeiro, com os devidos cuidados entre 20 e 30 anos e que consiga reproduzir até os 15 anos ou mais.

Quantidade de ovos: Postura de 02 a 03 ovos, podem estar infecundos ou os filhotes morrerem dentro do ovo, podem fazer até duas posturas por ano. Ovo mede 30.7 x 23.8 mm.

Ninhos: Aceitam muitos tipos de ninhos e em várias posições. Na natureza fazem seus ninhos em buracos de galhos horizontais em árvores altas (preferem Calophyllum, Canarium, Mimusops e Sideroxylon), protegidos da chuva e os forram com minúsculos pedaços de madeira. Troncos de árvores ocas, caixas de madeira são os mais utilizados em cativeiro. De um modo geral usa-se ninhos verticais. Se o fundo do ninho ficar muito úmido é quase certo os pais começarem a arrancar penas dos filhotes, devendo-se, portanto mantê-lo bem seco. Pode-se forrá-lo com serragem ou areia, sendo a areia mais fácil de se trabalhar. O abandono do ninho pelos pais é menos comum quando já existem crias, mas se a fêmea não está acostumada à inspeção do ninho, pode entrar em pânico e bicar os filhotes.

Tempo de incubação: 22 a 24 dias.

Temperatura de incubação: 37,5º C.

Umidade: 45 a 50%.

Filhotes: Os filhotes se assemelham às fêmeas, mas com as penas do rabo mais curtas. A plumagem de adulto só é atingida aos 02 para 03 anos. Se ficar muito frio não terá força para levantar a cabeça e consequentemente não conseguirá se alimentar e mesmo que a mãe tente aquecê-lo ele morrerá. Logo, é interessante que em lugares de clima frio se use serragem como forro para o ninho enquanto que para lugares de clima quente use-se areia. Saem do ninho após 07 semanas e depois levam um bom tempo ainda sendo alimentados pelos pais. Não é um bom “pet”, mas para que fique relativamente manso, é preciso retirá-lo do ninho com 15 a 20 dias e tratá-lo na mão. Se destinados à reprodução é interessante que sejam apresentados a outros jovens da mesma espécie, pois se forem isolados por muito tempo do contato com sua própria espécie, podem simplesmente não reconhecê-los como par. O pássaro criado em cativeiro, de preferência manso, reproduz mais rápido do que o selvagem.

Viveiros: Assegure temperatura constante (quente) e que o mesmo seja bastante claro. Não existe um tamanho padrão de viveiro, mas para que voem bem e possam gastar suas energias o mínimo é de 1 x 1,2 x 2 m, porém podem também ser criados em gaiolas. Os poleiros devem ser grossos para poderem ser desgastados. Importante saber que os viveiros deverão ter tela galvanizada e fios arredondados para evitar que destruam as penas e 40 a 50% de área coberta, para proteger os ninhos e as aves, do frio, do sol e da chuva. Além disso, os viveiros devem estar em locais onde estejam protegidos de ventos frios por paredes, cercas vivas, quebra ventos e de forma a receber o sol da manhã.

Tamanho da anilha: 06 mm.

Fezes: Pastosas. Líquidas ou brancas pode significar algum tipo de doença.



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